VIª onda: Rio Lua

Assumindo as rédeas



Nem tudo é aridez em tempos de pandemia.
Os poemas abaixo brotaram justamente deste estado de espírito:
o de recolhimento e isolamento social, exigidos neste ano de 2020.
Os sentimentos de luto e de solidão podem ser transformados
em solo fértil para a criação.

Esta seção é dedicada, in memorian, à Maria Nage Pereira Schmidt.
Todos os poemas aqui apresentados pertencem a um projeto literário maior, intitulado Rio Lua.

Desfrutem da leitura!

a menina e o lobo
o sol e a lua
felino
pocahontas
cabresto
inventário
biscuit
entendo os riscos e quero continuar
abrigo
hipnose
papel machê
fechar a boca?
profundezas
mulheria
salpêtrière
perdoa
que não nos falte leveza,
bem-querer
lumni
moon river
holofotes
palco & plateia
ton sur ton
mulher
as mulheres precisam aceitar ter
kit-mar
o corpo devolvido
reza
rica
é de manhã
desígnio
para Mario Quintana
a espada era a lei
casca
cântico
metamorfose
sonho dourado (relendo Drummond)
brilho triste
o rei das rainhas
virada de chave